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23 de maio de 2012

A Alegria




Não, eu não quero prazer! Eu quero alegria! Era isso que dizia uma das amantes de Tomás, o médico de A Insustentável Leveza do Ser. E Tomás ficava perdido porque prazer ele sabia dar, é coisa de receita fácil, mora no corpo. Mas alegria é coisa mais sutil, mora na alma, no lugar das fantasias e da saudade.

Há um jeito fácil de saber se o que se sente é prazer ou alegria. Basta prestar atenção no corpo. Se ele for ficando cada vez mais pesado, é prazer. Se for ficando cada vez mais leve, é alegria.
Todo mundo já experimentou isso num churrasco ou numa feijoada, a comida é gostosa, agrada boca e nariz, boca sempre cheia, dentes incansáveis, mais uma cervejinha e, aos poucos, a gente vai ficando desanimado, estufado, incomodado, não aguenta mais.

O Prazer é sempre assim – ao final o corpo diz: Chega, não aguento mais! E isso é verdade também para as coisas do amor carnal. No ônibus a mocinha incansavelmente se dedicava a abraças, acariciar, apalpar, beijar, mordiscar o namorado, coitadinha, pensando que assim os desejos dele seriam acesos de forma incontrolável e ele nunca mais a abandonaria. Fiquei com dó dela, por não entender das coisas do prazer, e dele, pois de forma alguma gostaria de estar na sua pele. O final, que não presenciei, era inevitável: ela seria mandada embora. E era justamente isso que o Tomás fazia com todas as suas amantes: não deixava que nenhuma delas dormisse em sua casa. Terminada a orgia do amor, tratava de chamar um taxi e despacha-las para suas casas, porque sua maquineta de prazer não era realejo que fica tocando enquanto se gira a manivela. Há manivelas que, depois de algumas voltas, se recusam a girar de novo, ficam emperradas. Assim é a máquina do amor – tanto nos homens quanto nas mulheres.

Com a alegria é diferente. O corpo vai ficando cada vez mais leve; quanto mais come, com mais fome fica.
Você vai dizer que não pode ser, que não existe jeito de comer sem se encher. Pois eu digo que tudo tem haver com a fome que se tem e com a comida que se come.
Foi justamente isso que pôs meu realejo de pensamento a funcionar. Esse realejo, posso assegurar, não precisa de manivela para produzir música, é moto contínuo, movido por alegria, pois pensar é uma alegria brincar com as ideias, como se fosse criança brincando: criança não se cansa, só pára de brincar por imposição dos superiores, pois brinquedo, além de dar prazer, dá alegria também. E é por isso que mesmo quando o corpo é obrigado a parar, a cabeça desobedece e continua a brincar. O que não é o caso do prazer, pois quem seria louco de continuar a comer feijoada no pensamento, se o estômago não aguenta mais? Barriga que se encheu gostaria mesmo é de se esquecer do que comeu...
Outra diferença é que o prazer, para acontecer, precisa que a coisa exista. Ele precisa que a coisa exista. Ele precisa da feijoada, do churrasco, da boca que dá beijo. Já a alegria, para haver, não precisa que a coisa exista. O que me faz pensar que ela deve ser mais divina que o prazer pois, a se acreditar no Riobaldo, Deus é aquele que é, mesmo quando não existe.

A alegria é coisa de criança. Pois criança se alegra com qualquer coisa, bolinha de gude, pião, casa de toquinho, torre de dominó, panelinha de fazer comidinha, coisa do mundo de faz-de-contas. E percebi que também sou assim. Claro que meu pensamento sabe trabalhar coisas importantes. Mas quando ele está livre e não lhe dou tarefa para cumprir, ele anda vagabundo como criança, do jeitinho do Menino Jesus como conta Alberto Caieiro, brincando com ideias sem importância, como os riachinhos, as cachoeiras, as saracuras, os pintassilgos, os pica-paus, as araucárias um inútil monjolo velho, um forninho de barro que ainda não fiz, as galinhas d’angola que ainda não estão lá, uma casinha que vou fazer para minha neta, tudo lá nos ermos da Mantiqueira, mesmo quando lá não estou, só na imaginação, que é o lugar onde a alegria vem, me faz virar menino e começo a voar como Peter Pan.

Pra que não sabe, é bom prestar atenção. Assim também é o amor. Para alguns, a dita pessoa amada é só objeto de prazer, feijoada, comeu, gostou, ficou cheio, enjoou... Para outros a pessoa amada é alegria leve do pensamento, que brinca com ela mesma quando está longe. Esses estarão sempre com fome...

Rubem Alves


Davi Dallava

7 de outubro de 2011

Relações e desentendimentos

Pessoas!

Se você não está escondido em uma caverna como um eremita, ou numa ilha deserta como um Robson Crusoé moderno, é bem provável que você tenha contato com pelo menos uma pessoa nesse mundo. E se você tem contato com pelo menos uma pessoa, podemos intuir que existe uma chance de 50 % de em algum momento vocês não concordarem em algo.

Desde a nossa formação, ou melhor gestação, somos definidos como um ser absolutamente único e exclusivo. O único que nos conhece verdadeiramente é Deus (Isaias 44:2). Nem nós mesmos nos conhecemos por completo. Some a isto o meio que nos envolve e teremos uma equação diferente para cada pessoa, que resultará em pessoas diferentes entre si. Podemos até ser muito próximos em algumas características com outras pessoas, mas nunca seremos idênticos.


E o mesmo Deus que nos cria, o fez para que vivêssemos em harmonia e paz.

13 de junho de 2011

Uma palavra sobre o Corpo

Há algum tempo venho pensando sobre o meu papel dentro da igreja. Como posso colaborar? Quando devo colaborar? Com quais pessoas devo colaborar? Quais são os alvos? Quem são os alvos?

São muitos questionamentos, e sinceramente não tenho respostas para todos eles ainda. Mas não acho necessário ter respostas prontas para todas as minhas dúvidas. Melhor é mantê-las por perto, junto com as que já estão respondidas. Sobre algumas já não tenho dúvidas:
  • Jesus é o meu Salvador;
  • Jesus é o único caminho;
  • Sou o templo do Espírito Santo, portanto devo cuidar e honra o meu corpo; 
  • Não posso fazer nada para alcançar a Graça de Deus; 
  • Só posso servir a Deus, servindo as pessoas que me cercam;
  • Juntando tudo o que aprendi ainda é pouco perto do que posso aprender.
E tenho muitas outras convicções já estabelecidas. Mas tenho também muitas perguntas a serem respondidas. Gosto das dúvidas tanto quanto das respostas, já que elas me movem em busca de conhecer mais a vontade do Pai, e em como posso cumprí-la.

5 de junho de 2011

Amigo, Filho ou Servo?

Hoje estava pensando e escrevendo e enquanto escrevia até sobre outro assunto, me peguei fazendo este questionamento! Como Deus nos vê e nos trata, como filhos, amigos ou servos?

Peguemos três afirmações da Bíblia:

  • amigos — "Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer." João 15:14-15.
  • filhos — "Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa." Gálatas 3:26-29.
  • servos — "Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." I Coríntios 6:20 e "Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens." I Coríntios 7:22-23.
Agora analisemos estas afirmações

29 de maio de 2011

Paternidade

Qual a maior emoção que você já sentiu?

Eu posso falar com certeza que ver meus filhos pela primeira vez ganhar disparado de qualquer outra coisa. Foi algo tão mágico, maravilhoso e impactante que tenho a imagem nítida do momento até hoje. O Lucas nasceu com 48 cm e um pouco mais de 3,800 Kgs. estava numa incubadora, com 8 meses, meio de lado, e tinha as perninhas arroxeadas quando o vi. Era a coisa mais frágil e bela que já tinha visto! Já a Isabella tinha 46 cm e um pouco mais de 3,700 Kgs. Toda rósea, e a fralda sobra completamente naquele bumbum minúsculo.

Depois os vi comendo, sentando, rindo, engatinhando, levantando, andando... e daí ninguém segura mais. Eu particularmente troco qualquer coisa por estar com eles. Não existe programa ou atividade que valha mais a pena do que as que empreendemos juntos. Eles me causam emoções extremas também:


  • quando estão doentes, preocupação extrema.
  • quando eles fazem algo certo, e me procuram com o olhar, para encontrar aprovação, eu fico imensamente feliz
  • mas quando eles aprontam alguma e escondem o ato, sinto muita frustração e tristeza.
E é assim que eles são! Nós pais (e mães) sabemos como nosso filhos são. Muitas vezes nos enganamos, ou preferimos não ver certas coisas por não serem como desejamos. Mas sabemos o íntimo dos nosso filhos. Conehcemos seus pontos fortes e suas fraquezas. Conehcemos seu caráter e as falhas dele. Sabemos quando fazem as coisas corretas, ou quando pisam feio na bola conosco.

Quando leio a Bíblia existem alguns paralelos que acho perfeito.

3 de maio de 2011

escutar ou ouvir?

Quando você realmente ouve o que o outro tem a dizer, a calma surge e se torna parte essencial do relacionamento. Mas ouvir com atenção é uma habilidade rara. Em geral, as pessoas concentram a maior parte de sua atenção no que estão pensando. Na melhor das hipóteses ficam avaliando as palavras do outro ou apenas usam o que o outro diz para falar de suas próprias experiências. Ou então não ouvem nada, pois estão

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